Afinal, o que é discipulado?
Reflexões ensaísticas sobre ser formado à imagem de Jesus
O custo do Discipulado
Em um determinado trecho de Lucas 14, Jesus começa a explicar o custo do discipulado e lista, pelo menos, três tipos de pessoas que não podem ser seus discípulos:
Quem ama mais pai, mãe, filhos, filhas, irmãos e irmãs do que Jesus.
Quem não está disposto a tomar a sua cruz e segui-lo.
Quem não está disposto a renunciar tudo o que possui e não calcula o custo de fazê-lo.
Ou seja,
Não tem Jesus como prioridade da vida.
Não quer assumir a responsabilidade que envolve ser um discípulo.
Não calcula o que o discipulado exige.
E quais são os meus benefícios?
É interessante que Jesus aborda aqui tudo o que o discipulado exige, e não fala teoricamente de seus “benefícios”. Quando o que geralmente percebemos, num primeiro momento, em conversas que abordam o tema “discipulado” é o interesse de “o que eu vou receber sendo discipulado?”, “Quem vai me discipular e quais suas virtudes?”, “Será que as habilidades do meu discipulador estão à altura das necessidades que eu tenho?”, “a disposição que eu tenho para o discipulado é a seguinte: eu quero ser cuidado. Quem vai cuidar de mim?”.
Não parece que estamos falando de uma coisa que Jesus não está? Pois é. E temo que na grande maioria dos casos, realmente estejamos.
Talvez tenhamos feito (como fazemos com tudo o mais na nossa sociedade consumista) do discipulado um meio de consumo, um produto, na verdade um serviço que alguém desempenha a nosso favor.
No entanto, não é um simples produto, a coisa é um pouco mais complexa, pois é um produto que tem por objetivo suprir uma falta emocional, uma carência afetiva específica.
Indo direto ao ponto: estamos em busca não de aprender a amar Jesus acima de tudo, mesmo de pai, mãe e demais familiares, inclusive cunhados, mas aí fica fácil demais o mandamento, né?
Desculpa. Voltando…
Mas estamos em busca de uma figura humana que substitua a paterna, a materna, que seja para mim o pai ou a mãe que eu nunca tive. Ou mesmo que seja o amigo que eu nunca tive, a respeito do qual eu nutro expectativas elevadíssimas. Por exemplo, de que ele funcione como um psicólogo, ou seja aquele conselheiro como o daquele filme de romance, que tem sempre boas respostas e seja para mim essa figura de cuidado que dirá como tenho que viver minha vida, que decisões tenho que tomar, sempre brilhante, sempre presente e nunca me lembrando que o discipulado de Jesus tem exigências (isso nunca!).
Bonhoeffer já tinha diagnosticado isso. Em Vida em Comunhão (Life Together) ele diz que a comunhão cristã não é um ideal que a gente realiza; é uma realidade que Deus já criou em Cristo e na qual a gente entra. E avisa: quem ama o seu sonho de comunhão mais do que a comunhão de carne e osso que tem na frente acaba destruindo a segunda — por mais sincero, sério e sacrificial que seja o sonho. Por quê? Porque chega exigindo, não recebendo. Monta a própria régua e julga por ela os irmãos e o próprio Deus. E quando a régua não bate, vira acusador: primeiro dos irmãos, depois de Deus, por fim de si mesmo.
Isso é, primeiramente, um solo propício para manipulação por parte de pessoas mal-intencionadas e, por outro lado, para frustração, se o serviço que eu imaginava que me fosse prestado não sair do jeito que eu gostaria.
Voltemos ao texto de Lucas. Lembra que aparentemente esse texto fala só das partes exigentes do discipulado e não fala de nenhum dos benefícios? Isso na realidade não acontece. O benefício prometido está bem diante de nossos olhos enquanto nos perguntamos: “mas o que eu ganho com isso?”
O benefício é: Jesus. Ou, como Helen Roseveare reconheceu em meio à própria provação, o problema não é não querer Jesus — é querer Jesus e mais alguma coisa.
Discipulado um-a-um?
Tá, mas de onde a gente tirou isso? Bom, é mais comum do que a gente gostaria que coisas que não estão na Bíblia sejam transformadas em doutrina, né? Infelizmente!
Mas o que rolou é que (de forma bem-intencionada) alguns movimentos de discipulado do século XX começaram a enfatizar um negócio que se chama “discipulado um a um”. A ideia é que o discipulado acontecesse principalmente por meio de encontros individuais e formação espiritual intencional por meio desses encontros, e não somente dos encontros, mas da vida vivida, vida normal, sabe?
Até aí, nenhum problema. Na verdade, que sonho! Encontros individuais, prestação de contas, formação espiritual intencional… O problema mesmo é quando isso se torna a regra, um sistema de cuidado a ser operacionalizado e que pode ser esperado por todos já que era o que Jesus fazia. E era mesmo?
Calma, o um-a-um é lindo
Antes que pareça que estou jogando o discipulado individual no lixo: longe disso. O cuidado pessoa a pessoa é uma das coisas mais bonitas da Escritura. Jesus parou no meio da noite por um Nicodemos só; sentou no poço por uma mulher só; refez Pedro na praia com três perguntas que só faziam sentido entre os dois. Paulo chamou Timóteo de “meu filho na fé” e gastou uma carta inteira (Filemon) por um único escravo fugido que se converteu. Mas repare numa coisa: quase nada desse cuidado partia de um “pastor oficial”. Priscila e Áquila, um casal que fazia tendas, puxaram o Apolo de canto e lhe explicaram o caminho com mais precisão (Atos 18:26). Barnabé, que não era chefe de ninguém, bancou Paulo quando ninguém apostava nele, e depois bancou João Marcos justamente depois do vacilo. O cuidado mais bonito do Novo Testamento é, em boa parte, irmão investindo em irmão — não funcionário atendendo cliente.
A igreja sempre teve nome pra isso: cuidado das almas. E aqui vem a pergunta certa: como Richard Baxter, que no século XVII catequizava sua congregação casa por casa, faria isso numa igreja de quinhentos membros, no meio de uma metrópole, por exemplo? Baxter pastoreava uma cidadezinha e, mesmo assim, dependia de ajuda. Se o pastor de hoje decidir discipular pessoalmente cada ovelha, ele vira ou um homem exausto, ou um gargalo por onde toda a vida da igreja é obrigada a passar. E aí, sem perceber, a gente reconstrói o problema deste texto: o discipulado centralizado numa figura só.
A resposta da Bíblia não é centralizar; é distribuir. Em Efésios 4, o trabalho não é fazer o ministério no lugar de todos — é “aperfeiçoar os santos para a obra do ministério”, para que o corpo inteiro se edifique a si mesmo, cada junta fazendo a sua parte. É o Jetro avisando ao Moisés que ele não dá conta de julgar o povo sozinho e que reparta a carga com homens capazes (Êxodo 18). É os apóstolos, em Atos 6, entregando o cuidado das mesas a outros para se dedicarem à Palavra. É a igreja com pluralidade de presbíteros, não com um guru espiritual. E é o próprio 2 Timóteo 2:2, que eu uso lá no fim, funcionando como corrente que se multiplica e passa adiante (”confia a homens fiéis, que ensinarão a outros”). Discipulado pessoal é tarefa do corpo inteiro, treinado e solto para cuidar; não é o expediente de um “profissional”.
Então o problema nunca foi o encontro individual. O problema é o que se pode fazer com ele: pegar um meio precioso e tratá-lo como mandamento; pegar um presente e cobrá-lo como direito; pegar uma amizade e endurecê-la em sistema, com linha de autoridade e tudo. A ênfase em discipulado relacional rendeu coisas boas e sérias mundo afora — na Inglaterra, na América Latina, aqui no Brasil, e seria leviano resumir tudo a um rótulo. Mas a história também guarda o aviso: onde quer que o um-a-um tenha endurecido em submissão obrigatória, com alguém opinando até nas decisões maiores da vida do outro, o cuidado escorregou para controle. Não é veredito sobre um movimento; é um risco que mora dentro da própria coisa boa, e que vale ter diante dos olhos.
“Meu discípulo? Fica pra próxima!”
Imagina o tanto de gente que queria seguir Jesus. Imaginou? Quanto mais gente melhor, certo? Jesus deveria atender a toda oportunidade de alguém que estivesse querendo ser discípulo, certo? Errado.
No livro de Lucas mesmo, no capítulo 9, vemos diversos exemplos de pessoas que gostariam de seguir Jesus e ele disse: “melhor não, obrigado!”
Quando andavam pelo caminho, um homem lhe disse: “Eu te seguirei por onde quer que fores”. Jesus respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”.
— Lucas 9:57,58
Jesus fez 12 discípulos, para que estivessem com ele e os enviasse a pregar (Marcos 3:14). Havia também 120 irmãos que faziam parte de uma comunidade mais ampla e perseverante (Atos 1:14). E Jesus apareceu ressuscitado a mais de 500 irmãos de uma só vez, parte de uma comunidade ainda mais ampla (1 Coríntios 15:6).
Ou seja, Jesus tinha círculos concêntricos de relacionamento, que iam desde os doze (ou dos 3 dentre os doze, Pedro, Tiago e João no barquinho) e aumentavam para outros irmãos que haviam crido em Jesus e no evangelho do Reino que Ele pregava, até chegar nas multidões que se achegavam para ouvi-lo.
Discipulado é essencialmente comunitário
Mas o que podemos notar disso é que o discipulado de Jesus sempre foi comunitário. Não são muitos os momentos em que Jesus está a sós com alguém, dedicando um tempo que hoje a gente curiosamente chama de “tempo de mesa” (kakakak).
Entenda, eu não estou dizendo que não devamos ter encontros individuais, com hora marcada ou não, como quiser… Estou dizendo que a realidade é que nem todo mundo vai ter o privilégio de encontros individuais e personalizados como a maioria de nós acha que o discipulado deve acontecer.
Como assim, Alê? Pois é! Viu como é ruim construir doutrina e cultivar expectativa em cima de jargões e ditados populares, e não do que a Bíblia fala e a gente entende sem nem precisar de análise muito aprofundada?
E se a gente desse uma simplificada?
O que esperar do discipulado, então?
Sinceramente, eu acho que a gente precisava descomplicar esse negócio de discipulado aí. Foi juntando um monte de coisa que, de repente, ser discipulador virou cargo e a pessoa tem que basicamente ser a Super Nanny ou o Luciano Huck em dia de Lar Doce Lar.
Nosso mago Jonas Madureira, em seu livro O custo do discipulado, já fez uma contribuição das mais contribuintes para nossa discussão. Fez a distinção entre discipulado e discipulado. Sim, são palavras diferentes, escritas e pronunciadas do mesmo jeito (se chama homônimo). É tipo manga: tem de camisa e tem a fruta; ou ponto: tem o de ônibus e tem aquele que você recebe quando faz um trabalho extra na escola ou cai e bate o queixo na quina da escada.
Basicamente temos dois significados para a palavra discipulado: “Descer para o lado” (kakakakka brincadeira, essa é uma das mais toscas que já vi). Sério agora:
Discipulado: Ser discípulo de Jesus. Seguir a Cristo. Basicamente ser crente.
Discipulado: Ajudar alguém a seguir a Jesus.
O que fica claro também nessa distinção é que, se você não cumpre o primeiro, não poderá se apresentar apto para o segundo. Simples, não?
Tendo feito essa distinção, eu, do fundo da minha ainda incipiente humildade, gostaria de acrescentar outra distinção que, acredito eu, nos servirá muito bem.
Duas dimensões do discipulado: objetiva e subjetiva
O discipulado no sentido de ajudar alguém a seguir Jesus tem duas dimensões, uma objetiva e outra subjetiva.
Objetiva: Ensinar a ler a Bíblia e orar tendo em vista desenvolver um relacionamento com Jesus e obedecê-Lo em tudo.
Subjetiva: Fazer isso não somente como uma aula que ensina a mente, mas na vivência da vida comum, tornando a imitação possível, possibilitando o desenvolvimento de uma amizade, assim como fazia Jesus.
A primeira dimensão (objetiva) é o “o quê” e o “porquê” (porque, porquê, por quê??? Eu tenho uma séria dificuldade com porquês). A segunda (subjetiva) é o “como”. O que é objetivo é muito claro. A complicação, eu penso, começa quando chegamos no “como” e, principalmente, porque focamos exclusivamente nele.
Tem duas subjetividades aqui, e não são a mesma. Uma é a idealização — o discipulado dos meus sonhos, do meu jeito, na minha régua; essa precisa morrer. A outra é o “como” real: o ritmo, o formato, o caminho que de fato funciona pra mim; essa precisa viver, porque discipulado não é fábrica de robô. O que separa as duas é a gratidão. A primeira exige; a segunda recebe.
Como fazer amigos e influenciar pessoas? (pelo amor de Deus?!?!), como sugar o tutano espiritual daquele homem de Deus? Como não sei o quê não sei o quê lá… Faça o contrário do Pablo Marçal e não comece pelo como, comece pelo porquê e pelo “o quê”, nesse caso.
Discipulado ordinário
Talvez alguém que se queixe “queria tanto ser discipulado” não frequente Escola Bíblica Dominical, onde os fundamentos da fé estão sendo ensinados. Não seria isso discipulado? Ou talvez nem considere ler aquele livro devocional que foi indicado pelo pastor ou por um líder, ou nem considere participar do desafio de leitura bíblica que seu grupo pequeno está fazendo…
“Alê, você não entende, eu queria o tal do vida na vida!” QUE MARAVILHA! Mas vida na vida sem Bíblia na vida é igual fritar pneu com BYD: você roda, roda, roda, faz barulho e se diverte, mas não vai pra lugar nenhum e ainda gasta sua preciosa energia (vai ter que ficar mais duas horas no posto).
Aí, sabe o que a gente quer? Uma lista objetiva para nos dizer o que fazer quanto ao que é SUBJETIVO. Aí complica…
O que é subjetivo é subjetivo, quer dizer: o que dá certo pra você? É ter um encontro periódico com algumas pessoas para ler a Bíblia e ir aprendendo a interpretá-la? É fazer uma lista de perguntas com relação à vida e à fé? É só observar como as pessoas vivem a vida da fé? É tudo isso combinado, ou contigo daria certo por outras vias?
Entendeu? Bora simplificar, galera! Vamo lá, objetivo do discipulado: que eu aprenda a ler a Bíblia, orar, me relacionar com Jesus e obedecer a ele em tudo. Como eu faço isso? Contando com a ajuda de alguém (alguéns), em comunidade, desenvolvendo relacionamentos, dando tempo ao tempo e fazendo isso de um jeito e em um ritmo que funcione pra mim.
O importante é estar interessado e ter paciência. Tá todo mundo fazendo o que dá!
E tem um último giro, que é do Bonhoeffer de novo. Ele abre Vida em Comunhão dizendo que não é nada óbvio um cristão poder viver entre cristãos: isso não é direito, é graça e nada mais. O livro, aliás, ele escreveu num seminário clandestino que os nazistas depois fecharam, com irmãos dele presos e dispersos.
Isso muda tudo. A EBD que eu acho pouca coisa, o livro que o pastor indicou e eu não abro, o grupo pequeno lendo a Bíblia junto — irmãos sob perseguição, mundo afora, dariam a vida por uma fração disso. E não digo pra baixar a régua nem pra te encher de culpa comparativa; digo porque a gratidão é órgão vital da comunhão. A gente anda pisando em coisas que outros sepultariam no peito. Por isso Bonhoeffer dizia que entramos na vida em comum “não como quem exige, mas como quem recebe com gratidão”. O exigente não enxerga o que tem; o agradecido enxerga até o que não pediu. E é o agradecido, não o exigente, que de fato é discipulado, porque parou de cobrar a comunhão dos seus sonhos e recebeu a comunhão que Deus deu.
Ajustando as expectativas
Bom, a primeira coisa, então, é que ao pensar em discipulado você pense em seguir a Jesus e não em um discipulador em posição de mordomo pronto a te servir. Você é discípulo de Jesus e não do seu discipulador.
A segunda coisa é que, ao pensar em um discipulador, você não pense que ele é Jesus. Ele nunca pode ser uma espécie de mediador entre você e Deus (só tem um que ocupa esse papel), não pode ser um guru que tem todas as respostas, não vai ocupar o lugar dos seus pais nem ser uma figura que supre carências emocionais.
Ele ou ela terá o papel de:
1. Te ensinar a obedecer a tudo o que Jesus disse:
Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos. — Mateus 28:19,20
2. Se esforçar (e não forçar) para o desenvolvimento de uma amizade:
Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. — João 15:14,15
Percebam que Jesus chama os discípulos de amigos depois de algum tempo de caminhada juntos. Amizade não é um contrato assinado. Desenvolvimento de amor fraternal e aquisição de confiança é um processo que não deve ser ignorado.
3. Caminhar junto sem substituir a responsabilidade pessoal:
Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus. — Romanos 14:12
Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá levar a própria carga. — Gálatas 6:2-5
4. Advertir, exortar e consolar com sabedoria:
Exortamos vocês, irmãos, a que advirtam os ociosos, confortem os desanimados, auxiliem os fracos, sejam pacientes para com todos. — 1 Tessalonicenses 5:14
Paulo fala de três grupos diferentes: os ociosos (preguiçosos), os desanimados e os fracos. Cada grupo pede um tipo de resposta de quem lhes ensina a Palavra de Deus. Mas a advertência, o consolo e o auxílio — todos — devem ser feitos com paciência.
5. Assumir um papel cada vez menos essencial, à medida que você se torna alguém apto a fazer outro discípulo.
Entenda: se o discipulado não tem objetivo a não ser alimentar um ciclo infinito de suprimento emocional, então não é discipulado — é novela mexicana. O alvo é que Cristo seja formado em alguém (Gálatas 4:19) e que esse alguém deseje e comece a ensinar o evangelho a outro: “o que de mim ouviste… confia a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Timóteo 2:2).
Conclusão
Esse texto é apenas um ensaio sobre discipulado, o intuito não é esgotar o assunto, nem ser dogmático, mas compartilhar reflexòes.
No mais, penso que deveríamos colocar nossas convicções à disposição da Bíblia, para que possamos nos desprender de um discipulado entendido como um serviço a que tenho direito e nos apeguemos ao discipulado como um privilégio!
Que privilégio é poder seguir a Jesus. Tendo calculado o custo, tendo sido encontrado por Ele e o amado mais que a tudo, tendo decidido não ter minha vida mais como minha, mas como dEle — que privilégio! E que privilégio grande também poder ter pessoas que me ensinam a ler a Bíblia, que me ajudam a aplicar essas verdades eternas na minha vida em obediência prática; e que privilégio que Deus tem me dado essas pessoas como amigos, e a mim como amigo a elas.
Referências
BONHOEFFER, Dietrich. Life together. Tradução de John W. Doberstein. New York: Harper & Brothers, 1954.
MADUREIRA, Jonas. O custo do discipulado: a doutrina da imitação de Cristo. [completar local, editora e ano conforme sua edição].
ROSEVEARE, Helen. He gave us a valley. Leicester: Inter-Varsity Press, 1976.






Eita! Mais um texto que terei que ler com calma, pois exige reflexão, profundidade, atenção.
Obrigado!
Veio do céu. Muito bom.
Na minha comunidade, estamos desde começo do ano batendo na tecla que o chamado ao discipulado é também um chamado a EBD, reuniões e as reuniões caseiras.
Precisamos enxergar o discipulado acontecendo enquanto estamos ao redor de pessoas que não conhecemos.
Maravilhosa reflexão Alê.
“Descer para o lado” foi bão em.